Edifício do século XIX, situado no Areal, bairro que viu nascer Damião de Góis, a sua edificação com a natureza de montepio agrário na sequência da publicação da carta régia de 26 de Julho de 1811, logo após as Invasões Francesas, teve como fim apoiar os agricultores na recuperação das propriedades devastadas, nomeadamente através do empréstimo de sementes, que seriam pagas com a colheita do ano posterior, com vista ao restabelecimento da produção cerealífera. Por lei de 31 de dezembro de 1836, verá a sua vida prolongada, desta vez com o nome de Montepio Agrário. Em 28 de maio de 1889 sofre obras de adaptação, sendo instalada a escola de ensino elementar do sexo feminino e complementar, durante aproximadamente oito décadas. Restaurado e remodelado foi inaugurado como Museu do Vinho em abril de 2006, dispõe de uma exposição permanente etnográfica relativa à evolução das técnicas e instrumentos associados à produção vitivinícola e à agricultura (1º piso) e instituiu-se como um portal de entrada das Rotas dos Vinhos de Lisboa (r/c). O vinho, cultivado em Alenquer pelo menos desde a romanização, alcançou, já em princípios do século XVI, uma produção excedentária, permitindo exportá-lo para o estrangeiro, indicador seguro da sua qualidade. Nas suas proximidades encon¬tram-se vários pontos de interesse histórico e patrimonial, como a Torre da Couraça, sob a qual brotava uma das mais importantes nascentes da vila, a Real Fábrica do Papel, as ruinas do Castelo e a Porta da Conceição e a Igreja da Várzea.