GASTRONOMIA
O contacto com sabores e saberes, usos e costumes do verdadeiro pulsar das vidas de antigamente.
Dos cereais, vinho e azeite na Idade Média, legumes e frutas, destacando-se a cereja do Vale de Ribafria e da uva de mesa de Cadafais e Carnota; da caça do coelho, da codorniz, do cervo, do corço e do gamo e da carne de toiro cozida, em água e vinagre, acompanhada de pão servida aos pobres, nos bodos do Espírito Santo; até à pesca, praticada no rio de Alenquer temos notícia de pratos como o bacalhau assado, as sardinhas, o bacalhau e a açorda, a carne assada ou o carneiro guisado com batatas, que se comiam por terras de Alenquer. Referenciados efetivamente como pratos típicos encontram-se apenas o sarrabulho, a tiborna e o torricado. A codorniz, encontrada na sua forma selvagem, entre Ota e o Carregado, enquanto peça de caça, acabou por ser também criada em cativeiro, posicionando-se hoje Alenquer, berço do maior produtor nacional de codornizes, como um concelho privilegiado a integrar as rotas da gastronomia com um verdadeiro produto endógeno e de excelência. Para a doçaria, os bolos de ferradura, açafate, arrobe e pão-de-ló, doce de vinho ou uvada, arroz de castanhas piladas, fritos de maçã, filhoses, broas, folar, fatias doiradas, argolas, bolos de cargo ou de casamento, arroz doce, saloios, torta de toucinho, chouriço doce, doce de toucinho, pão doce, bolo de torresmos, ou as brindeirinhas de Nossa Senhora da Piedade e de Santa Quitéria. Também aqui têm vindo a ganhar prestigio as Bodinhas do Espirito Santo e as Trianas, enquanto doces genuínos de cariz tradicional, totalmente confecionados com produtos regionais, resultado dos dois primeiros lugares alcançados no concurso de Doçaria Tradicional de Alenquer.